Salto em distância: por que não saltar a 45 graus e ir mais longe?
Se você
quiser jogar uma coisa bem longe, uma pedra, por exemplo, lance-a em uma
direção inclinada, formando um ângulo de aproximadamente 45 graus em relação à
horizontal. Se você quiser calcular esse ângulo com precisão, basta puxar pela
memória e recuperar o que deve ter sido aprendido nas aulas de física e
matemática do ensino médio. Mas aqueles 45º são suficientemente precisos para o
que segue.
Portanto,
atletas que se dedicam ao salto em distância deveriam se lançar ao ar com uma
velocidade de seu centro de massa formando um ângulo próximo a 45º. Mas não é
isso que ocorre; o ângulo de lançamento é da ordem de 20º, bem menor do que os
cerca de 45º.
Para que a
decolagem ocorresse a 45º, o ou a atleta deveria saltar com uma velocidade vertical
igual à velocidade horizontal. Para isso, seria necessário um grande impulso
vertical com a perna no exato momento da decolagem. Mas atletas não conseguem
fazer isso. Para ganhar a velocidade horizontal da ordem de 8 a 10 m/s com
que chegam à linha de salto, foram necessários cerca de 20 passos; impossível
ganhar essa mesma velocidade com apenas um empurrão com uma única perna.
Tudo o que atletas conseguem fazer no momento da decolagem é iniciar a subida com uma velocidade vertical da ordem de 3 a 3,5 m/s. Isso é o máximo que conseguem no momento da decolagem. É com essa velocidade vertical e com a velocidade horizontal com que chegam à tábua de impulso, entre 8 e 10 m/s, que iniciam o salto, com o ângulo de saída formando cerca de 20 graus com a horizontal.
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